Charlie Brown Jr: O filho do chorão ainda não compreendeu o que significa a  banda



É impressionante como Alexandre, filho do Chorão, causa taquicardia nos fãs do Charlie Brown Jr toda vez que ele resolve anunciar uma “novidade” sobre
a banda.


Tributo? Huummm… ok! Toda homenagem será sempre válida, merecida e bem- vinda!

Retorno? Não! Isso jamais!

Afirmar que #oCharlieBrownVoltou é mais do que leviano. Trata-se de um
atentado à obra não só do Chorão, mas do próprio Charlie Brown Jr., que infelizmente encerrou suas atividades no dia 06.03.2013, quando –
definitivamente – deixou os palcos para entrar na história.

Talvez a pouca idade do Xande não lhe tenha permitido vivenciar os anos de ouro do conjunto ou, por algum motivo ou falta de tempo, seu pai não tenha
tido tempo de sentar e lhe contar quem era Charlie Brown Jr. e o que esse nome representava não só a ele, mas também a milhares de pessoas que tinham
suas músicas como pano de fundo para os momentos mais marcantes da própria vida, uma coisa que só os loucos sabem mesmo…



Na dúvida em compreender o significado dessa parada, dá uma Googlada, assista aos DVDs, ouça os álbuns, veja os vídeos no Youtube ou, melhor
ainda, reúna os ex-integrantes e pessoas que participaram mais intimamente de todos os momentos, e se coloque na condição de aluno para ter uma “aula
sobre Charlie Brown Jr.”.

O que não dá é para “brincar de banda” com a banda dos outros.

Como dizia o poeta das ruas: “Quem não conhece o passado, não entende o futuro”. E para o garoto que detém os direitos de uma das mais valiosas
marcas da música brasileira, seria essencial compreender o ontem para tomar decisões mais assertivas no hoje.

Qual o problema em capitalizar sobre o nome do Charlie Brown Jr.?

Oras… nenhum! Muito pelo contrário!

Legalmente, o Xande tem todo direito (literal) em fazer o que quiser com aquilo que herdou, e nós, fãs, por entendermos que ele passou a ser o
representante legal de tudo, esperamos sim que ele lute por manter essa chama sempre acesa. É apenas o que expectamos dele, nada mais.

No entanto, precisamos que o beneficiário da porra toda seja um aliado, e não o cara que nos mata do coração toda vez que uma notícia nova sobre a
banda é divulgada.

Xande, nos presenteie com álbuns, DVD´s, exposições, peças teatrais, documentários, livros, merchandisings, clipes, enfim… são infinitas as
possibilidades em você fazer dinheiro com o Charlie Brown Jr. mesclando o útil ao agradável. Ou seja: agradando aos fãs, honrando o legado da banda e
ainda levantando sua moeda.


Não é pecado, é legal, e claro, terá todo apoio dos admiradores de seu pai quanto a isso.

Somente suplicamos para que não aja por impulso, Xande.

É necessário um cuidado redobrado nas ações de marketing/captação de recursos e que, portanto, não sejam criadas situações que inferiorizem uma
história tão animal e que mudou tantas trajetórias ao longo de diversas temporadas, entre músicos, equipe, familiares, amigos e fãs.

Aliás, mais do que fãs, é importante salientar que essa nação “reverenciadora” da banda é hoje formada por pessoas que vão fiscalizar
esse legado, e não por ter algo pessoal contra você, Xande, mas sim, visando proteger a carreira que seu pai construiu com tanto suor e tanta
verdade.

Imagine que todas as pessoas que criticam essa “volta” estão fazendo isso apenas porque amam seu pai. Não é demais?

Em sua maioria não somos haters, cara. A real é que, no fim das contas, nossos textões “ranzinzas” são para nos aproximar a um objetivo em comum:
cuidar da história do Charlie Brown Jr., e só.

Entendemos que quaisquer coisas relacionadas a essa banda devem obrigatoriamente serem feitas com planejamento, com foco, com respeito, com
extremo comprometimento e, principalmente, com amor.

E quaisquer coisas diferentes disso não representarão a essência do grupo e, consequentemente, não serão bem aceitas por quem mais zela para manter
intacta essa credibilidade: o fã.

Até pq, o Chorão pode ter todos os defeitos do mundo na visão de algumas pessoas, mas é unânime entre todos o quão ele amava sua banda e o quão
jamais encarou aquilo como sendo um mero cabide de emprego:



“Charlie Brown não é meu emprego, é minha vida”, esbravejou durante anos e anos pelos palcos mundo afora.

E, na boa? Não é agora que esse seu manifesto ficará pelo caminho, pelo menos no que depender dos fãs – estes que realmente financiaram o grupo de
1997 até 2013 e, portanto, são coautores de todo sucesso.

Enfim, insistir nessa de “volta” é um grande equívoco. E pouco importa quem estará no palco, se é o Marcão, Pelado, Thiago, Graveto, Heitor, Pinguim, e
blá blá blá. Todos têm nosso máximo respeito, independentemente da época em que fortaleceram, pois foram peças cruciais para transformar dias de luta
em dias de glória.

A verdade é que se for como “volta” e não como “tributo”, ninguém deve  estar lá, e ponto. É o correto, é o justo.

E se essa “ideia genial” se mantiver, apenas irá nesse show – ou acompanhará essa “turnê” – quem não conhece a biografia do Charlie Brown
Jr. em sua verdadeira essência e não considera sua memória.

Os fãs de verdade sabem quando é de mentira.

Cancela que dá tempo, e vamos celebrar com mais sabedoria daqui pra frente.

Paz.