Deep Purple: o riff de "Smoke on the Water" foi plágio de  um brasileiro? Confira

Em um vídeo recente, primeiro de uma série chamada "Aposto Que Você Não Sabe" onde promete contar histórias de bastidores de grandes bandas/artistas, Regis Tadeu mencionou o plágio do Deep Purple em diversas músicas clássicas, incluindo a prestigiada "Smoke on the Water".


"(...) Nem a 'Smoke on the Water' escapou de ser um plágio, e acreditem, o riff é plagiado de uma música do compositor brasileiro Carlinhos Lyra, uma música chamada 'Maria Moita'(...) o Ritchie Blackmore andou dando umas entrevistas no passado dizendo que ele tinha pego uma ideia, o riff de 'Smoke on the Water' ele tinha pego da 'Quinta Sinfonia de Beethovem', só que um trecho com as notas invertidas.

Cascata! Ele pegou o riff da música do Carlinhos Lyra, você vai ficar espantado com a semelhança!"

Vamos a ela, então:


E possivelmente o elo de ligação entre a música e Ritchie Blackmore tenha sido Claude Nobs, organizador do Festival de Montreux onde aconteceu o famoso incêndio retratado na canção, já que Claude era um notório fã de Bossa Nova, além de amigo pessoal dos membros do Deep Purple, e ele é um dos retratados na canção.

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Deep Purple: a história de "Smoke On The Water"

Ritchie Blackmore contou em uma entrevista à Record Collector em 2004 como surgiu o riff de "Smoke On The Water": "Eu estava fazendo uma passagem de som com Ian Paice, coisa que costumávamos fazer antes dos shows, daí eu disse para ele mandar um batida diferente das que a gente costumava tocar, e ele veio com uma levada que me fez automaticamente sair tocando este riff".

Tudo isto aconteceu em 1972, mas a música brasileira foi composta por Carlos Lyra com letra de Vinícius de Moraes, e gravada em 1964 pela cantora Nara Leão, ou seja, oito anos antes.

Entretanto o jornalista Marcelo Soares, criador do blog Purpendicular, foi mais a fundo no assunto e fez uma descoberta muito interessante, que ele descreve a seguir:

"Aprofundando mais a pesquisa, encontrei o seguinte trechinho de entrevista do Carlos Lyra no site do Tom Jobim: 'E ele também fez uma introdução para 'Maria Moita', que eu mantive para sempre, herdei dele. E teve também uma volta, quando eu sugeri que ele mudasse uma nota em 'O morro não tem vez'. A frase melódica dele era mais para o blues, e ele acabou adotando a que eu mostrei, e ele disse: 'Esta é mais popular, é mais o morro, já não é aquela coisa de morro dos Estados Unidos, um negócio de Beverly Hills, esse morro é mais carioca.' E a gente trocava figurinha assim, o tempo todo, que era uma coisa muito gostosa'".

A matéria completa de Marcelo Soares pode ser vista no link abaixo.

https://purpendicular.blogspot.com/2003/11/foi-antnio-brasil...

Outro texto bem mais longo e muito interessante abrangendo a curiosa semelhança no link abaixo.

http://tuliofuzato.blogspot.com/2009/07/plagio-em-smoke-on-w...
 

 

 

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