Juliana Negri (Rocker, diagramadora e estudante de Comunicação) |
CLub RoCK (Vinícius CLub RoCk/Taubaté-SP)
O q faz uma roqueira se interessar por jornalismo?
Quais os pontos em comum?
R: Tem muitos fatores que desencadeiam esse interesse. No meu caso, o
jornalismo é uma vocação, está em mim desde pequena e que eu acabei
desenvolvendo quando comecei a me interessar por rock e metal. Quando eu
tinha mais ou menos uns 13 anos, eu fiz um fanzine com uma amiga minha. Eu
escrevia e ela desenhava. Tudo sempre falando do metal e sua importância.
Daí pra frente, eu não parei mais.
O jornalismo, assim como a música em geral, é uma ferramenta de comunicação
importante que o ser humano possui. A música ensina, direciona, ressalta em
cada um de nós os pontos fortes e os pontos fracos, nos dá bases até para
discutir problemas sociais, culturais e políticos, por exemplo. Com o
jornalismo acontece a mesma coisa. O jornalista é um formador de opinião e
é ele, com o seu texto, que vai fornecer a base e o argumento para que a
sociedade trabalhe e desenvolva seus próprios conceitos, opiniões e
direções. Tanto a música quanto o jornalismo têm suas faces de
entretenimento. E é assim que os dois trabalham juntos. Eu faço jornalismo
justamente para tentar melhorar o texto jornalístico no meio musical, e até
componho algumas músicas para algumas bandas. Ou seja, tudo anda junto,
desde que haja vontade...
CLub RoCK (Marcus, assinante do Club de Goiania)
Quais os tipos de Rock q vc mais curte e quais bandas preferidas?
R: Puxa, tem tanta banda que eu curto. Eu adoro rock and roll (o bom e
velho) e suas vertentes como o progressivo e o hard. Já o metal, eu curto
de tudo: desde o trash, doom, gothic até o tradicional, o speed, o
melódico. Atualmente, tenho ouvido muito metal progressivo, que são bandas
do tipo Symphony X, Dream Theater, Ark, Frameshift, entre outras. Também
sou fã de bandas de new metal, apesar do crescente preconceito entre os
bangers. Minhas bandas favoritas, em linhas gerais são Iron Maiden,
Helloween, Black Sabbath, Led Zeppelin, Pink Floyd, Ozzy, Megadeth,
Metallica, Bruce Dickinson (solo0, Orphaned Land, Marilyn Manson, Rob
Zombie, Pitty, Angra, Shaman, Edguy, Type O Negative, Linkin Park, Korn e
por aí vai
mas vai mesmo!
CLub RoCK (Pedrão CLub RoCk)
Você fez a diagramação do CD da Máxima Culpa, o q muito nos honra, tem
interesse em se especializar nesse tipo de trabalho?
R: Na verdade, diagramar já faz parte da minha vida. Assim como o
jornalismo, essa parte de design tomou conta de mim também no período em
que eu estava começando a ouvir um som. Do mesmo jeito que eu diagramei
fanzines no Word, hoje eu faço com tranqüilidade qualquer trabalho, mas
me deixaria muito feliz seguir uma carreira paralela de designer. Mas além
do Máxima Culpa, já tenho mais um trabalho nessa linha: o Eternals, novo
álbum do Seventh Avenue.
CLub RoCK (Bertoldo - Macapá)
Qual a sua trajetória? Nasceu em que cidade e quais suas aspirações?
R: A minha trajetória é uma história super longa. Eu nasci em São Paulo,
sou da Mooca (Z/L), ouço metal e escrevo desde muito jovem, vi na música
uma vocação, mas não como instrumentista ou vocalista e sim como
jornalista. Acredito na música e acho que o jornalismo ajuda a promover
aqueles que merecem. E pretendo, mais pra frente, abrir uma assessoria de
imprensa. Aí, eu vou ser capaz de promover o metal e o rock e ajudar a
criar e melhorar sua identidade visual. Quero ser uma excelente jornalista
e quero que as pessoas me reconheçam pelo meu texto e pela capacidade de
jogar as melhores bandas sem projeção lá no alto.
CLub RoCK (Edilson Metal / Banda Tears of Hell S.B.Campo)
Vc toca algum intsrumento, já participou de alguma banda, ou gostaria?
R:Então, até arranhava uma guitarra, mas isso foi há muito tempo atrás.
Quando a gente passa dos vinte (e olha que eu tou fazendo drama mesmo), as
coisas vão ficando para trás com uma rapidez assustadora. Mesmo assim, eu
quis, com meus 15 anos, tocar guitarra. Minha mãe não deixou e eu acabei
influenciando o meu irmão, que hoje toca baixo no Tropa de Shock e curte um
som! Nessa mesma época, me meti a cantar. Era uma banda de Bruce Dickinson
cover (não sei se já contei isso, mas sou doente por esse cara) e eu
cantava, minha amiga, Anna Emília, tocava guitarra, o Rogério, outro amigo
meu, também tocava e tínhamos nosso super-baterista, o Gordo. É isso mesmo
que vocês estão pensando. Não tínhamos um baixista. Mas eu tenho vontade de
tocar de novo. Já até apareceu um convite!
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