O CLub RoCk conversa com a grande banda "Nenhum de Nós"


Hj a gente troca umas idéias com uma das maiores bandas do Brasil,  fundada em Porto Alegre no ano de 1986, faz muito sucesso em todo Brasil.
Hits como Camila, Camila e Astronauta de Mármore, assim como outros alcançaram os primeiros lugares das paradas!!

No palco do CLub RoCk: ¨NENHUM DE NÓS¨

 

CLub RoCk: Quais as grandes diferenças, prós e contras em se ter um contrato com uma gravadora e ser independente? 

Nenhum de Nós: Gravar, distribuir e divulgar um álbum ou uma música é algo que requer recursos financeiros e mesmo algum tipo de estrutura e pessoal. Se você tem uma gravadora, pode contar com ela para lidar com esses custos.
Se você é independente, tem que administrar esse investimento por si só. Não quer dizer que não possa fazer isso através de algum tipo de patrocínio, mas é algo que também terá que buscar. O lado bom de ser independente é que a administração artística da sua carreira também estará em suas mãos, assim como as consequências de suas próprias escolhas, sejam elas boas ou ruins. Hoje, o processo produtivo relacionado a gravação e distribuição de música é bem menos custoso. Dá quase para começar uma revolução musical sem sair do próprio quarto!


CLub RoCk: O álbum "Onde Você Estava em 93?" (gravado em 1.993) só foi lançado em 2.000 qual o motivo? 

Nenhum de Nós: Esse material, originalmente, era uma demo que fizemos para a nossa gravadora de então. Era bastante influenciado pela sonoridade grunge. A gravadora, claro, odiou.
Tivemos que partir para o trabalho independente. Daí nasceu nosso primeiro acústico.
Essas gravações ficaram, desde então, engavetadas, mas sempre consideramos a hipótese de lançá-las, já que era um material muito coeso e muito representativo de uma fase importante da banda. A oportunidade só surgiu em 2000, através de Antídoto, um selo de Porto Alegre, que encampou a ideia.


CLub RoCk: Quais são as principais influências da banda? 

Nenhum de Nós: Como é de se imaginar, são muitas. Atribuo, inclusive, nossa característica sonora difícil de definir, embora pop, a essa mistura gigantesca que aparece em quase todos os nossos arranjos. Cada um de nós tem um gosto muito particular, suas próprias influências, e procura trazer um pouco disso para cada uma de nossas canções.
Mas posso dizer que, no início foram Bowie, Bauhaus, Smiths, Cure, Paralamas, Legião, Fito Páez, Charly Garcia, Soda Stereo e claro Beatles (quem nunca?). Mas certamente estou esquecendo muitos ainda.



CLub RoCk: As plataformas digitais, prostituíram o mercado, ou deram mais oportunidades para as novidades? 

Nenhum de Nós: As plataformas de streaming foram, a meu ver, a saída possível para o crescimento da pirataria. Muitos dos seus críticos, hoje, parecem ter esquecido disso. Ainda é um formato que comporta ajustes, claro, mas eu julgo que elas ajudaram a democratizar o mercado e ajudam muito os novos artistas. 

CLub RoCk: Qual o trabalho que no geral a banda mais curte? 

Nenhum de Nós: Gostamos do todos os nossos trabalhos, claro, mas acho que temos um carinho especial pelos nossos acústicos.
Qual(is) a(s) canção (ões) que não podem deixar de tocar nos shows? Temos, ainda bem!, muitos sucessos. São canções que ajudaram a nos definir como banda e que adoramos tocar sempre e cada vez mais. Entre elas, eu diria que Camila, Astronauta, Você Vai Lembrar, Julho de 83 e Paz e Amor são indispensáveis.


CLub RoCk: Como é o dia a dia da banda, ensaiam com que freqüência? 

Nenhum de Nós: Ensaiamos por demanda, hoje em dia. Quando mudamos um show, acrescentamos músicas ao repertório, fazemos mudanças mais radicais de arranjo ou quando vamos gravar, ensaiamos. De resto, nos encontramos em quase todos os finais de semana.
 


CLub RoCk: O processo criativo musical da banda tem um formato determinado, ou é aleatório... no geral como funciona? 

Nenhum de Nós: Aleatório é uma boa definição. Mas temos nos movido em relação a projetos, como lidar com novas composições ou trabalhos com outros artistas. Não é algo que esteja sempre em funcionamento. Há algum tempo, o Thedy nos mostrava algumas letras, nas quais trabalhávamos criando melodias e harmonias para elas. Ele mesmo trazia canções já prontas. É como se nos puséssemos, eventualmente, em “modo composição“.


CLub RoCk: Como vêem o cenário do Rock Nacional, em especial no RS? 

Nenhum de Nós: Sempre há artistas muito legais surgindo. Eu fico um tempo desatento e quando volto, me surpreendo com a qualidade e criatividade mas, não posso negar, a economia não está ajudando. É triste ver boas ideias morrerem na casca porque não conseguiram se viabilizar.

CLub RoCk: O nome Nenhum de Nós, é bem sugestivo, como surgiu? 

Nenhum de Nós: Da urgência. Tínhamos que providenciar um nome para a banda, eu o Sady e o Thedy, porque tínhamos um show marcado. Nos reunimos e começamos a anotar: “o que nós três temos em comum? Bom, nenhum de nós enxerga bem.
Nenhum de nós pegou quartel, nenhum de nós isso, nenhum de nós aquilo”. Acabou ficando o Nenhum de Nós mesmo.
A história não tem muito glamour, mas é essa mesmo.

CLub RoCk: Onde os fãs da banda podem se atualizar em relação os trabalhos da banda? 

Nenhum de Nós: Bom, temos nossas redes sociais e vários discos já lançados nas plataformas de streaming. Alguns deles, como o “Onde Vc estava em 93?” já estavam na categoria de raridades. Assim, dá para se manter atualizado em relação a nossos projetos.
  
CLub RoCk:
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Nenhum de Nós: Obrigado por se manterem interessados no rock brasileiro. Seu interesse é fundamental para a sobrevivência e o surgimento de novos artistas. - Carlos Stein gtr do Nenhum. Abs.



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