Gastão homenageia Neil Peart

"Tocar um show de 3 horas do Rush é como correr maratonas enquanto você resolve equações." Neil Peart define assim o jeito como executava sua música.

A analogia é boa, mas talvez mecânica demais para o que é o estilo Peart. Suas passagens de bateria envolvem noções de ritmo sofisticadas e complexas, mas o músico estava longe de soar como máquina.

Seu toque tinha algo especial, que ajudou o Rush a ter uma carreira de quase 50 anos e inspirou milhões de fãs mundo afora.

Ele morreu no último dia 7, mas o anúncio feito pela família só ocorreu na última sexta (10).

O músico tinha um estilo discreto, adjetivo não muito comum entre indivíduos pertencentes a qualquer categoria "melhor de todos os tempos" (aliás, maior que John Bonham? Que Keith Moon do Who, sua inspiração? Uma discussão que deve animar os próximos dias).

Peart inspirava estudiosos. Nerds. Chegou a ler 3 livros por semana.

Não é surpresa que tenha se tornado o letrista oficial da banda.

Os temas escritos por ele e cantados por Geddy Lee versavam sobre princípios filosóficos, livre arbítrio, aleatoriedade da vida, ficção científica, luta contra o totalitarismo.

Uma conversa pouco rock and roll? Os fãs discordam. Mas, sim, saem os temas mais típicos do rock e entram versos inspirados em um livro de Mark Twain, escritor do século 19: "Tom Sawyer", que divertiu Peart por ser conhecida no Brasil como "a música do MacGyver", da série "Profissão: Perigo", tinha estrofes de sofisticação maior que a média.
 

  

 

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